Quando eu vi, estava no meio de uma família. Estava aprendendo a colaborar. Edione, paciente.
O dia a dia da Laço é constituído por rodas de conversa, diversas oficinas, atendimento clínico e discussões de formação de estudantes de psicologia e médicos psiquiatras, que contribuem no atendimento. O trabalho também acontece quando cada participante oferece algo de si: experiências, histórias, poesias, músicas, desenhos, serviços, tornando-se colaborador.
Oficinas e rodas de conversa
Oficinas são criadas e sustentadas pelos participantes e têm como objetivos: desenvolver habilidades, incentivar cada um a encontrar o seu próprio lugar, estimular relacionamentos e responsabilizar cada um pelo próprio tratamento.
Público alvo
A Laço atende portadores de sofrimento psíquico, seus familiares e interessados nas atividades, incluindo crianças e adolescentes de escolas públicas parceiras. Atualmente são acompanhadas cerca de 600 pessoas de diversas regiões de Belo Horizonte.
Alguns dos efeitos obtidos
Ausência de pacientes com necessidade de internação psiquiátrica e redução expressiva da dosagem de medicamentos controlados;
Aumento do número de pacientes com estabilidade psíquica, que se reintegram às atividades da instituição e da comunidade, retornando ao estudo, ao trabalho, constituindo família e se sensibilizando sobre questões ambientais, como cuidados com a natureza (horta, reciclagem);
Ampliação da oferta de formação e treinamento na área de saúde mental aos médicos e psicólogos que, por sua vez, colaboram no atendimento clínico.